domingo, 15 de agosto de 2010

Confira...

Recebi este lindo texto da minha querida filha de coração JULIA, este mexeu muito comigo, por isso decidi vir partilhar com vocês

Ontem, antes de dormir, conversei com as estrelas.
Deitei sob o céu e conservei com as estrelas.
Chorei um pouco, pois estou cansada de decepções.
A minha criação não me ensinou a viver, ou seja, as palavras que recebi para me tornar quem eu sou nunca me fizeram ver que existe sim maldade nas pessoas.
Estou cansada, sem forças para enfrentar mais magoas,tristezas.
E em pensar que ainda encontrarei tantas pessoas estranhas na minha vida, isso me desequilibra e penso em me isolar, ir para tão longe quanto for...
Quando eu estava chorando, com as estrelas, um frio me fez tremer incontrolavelmente e, ao ficar quase sem ar, como um toque, macio, um sopro quente de paz me fez ter calma. Percebi que não sou como a maioria das pessoas do mundo.
Eu não sou doente! A maioria das pessoas do mundo é ruim de verdade. Ser ruim é ser doente. A maldade, o egoismo, falta de cores e sons claros na vida é estar doente.
Ninguém precisa se submeter a qualquer coisa, a machucar os outros, para ter o que se quer.
E eu, que sou uma pessoa tão simples, sem nenhuma purpurina, que gosta de pisar no chão, que gosta de sorrisos, de livros, de olhares...
A vida de cada um é tão particular de cada um e está dentro de cada um.
Perder tempo se importando com a vida do outro, querendo a vida do outro é não sentir o simples, o harmônico, o colorido, a liberdade...
Nunca imaginei que antes de me doar a uma amizade, faria primeiramente um “scanner” no coração, na alma dessa amizade, para ver se vale a pena ou não me doar.
“Mas sei que não é isso que a minha vida quer de mim.
A minha vida quer me fazer sobreviver para que eu possa evoluir.
E não preciso de mágoas dentro de mim, porque quero que todos os espaços que me pertença sejam preenchidos com amor.
Quem tenta me sucumbir a dor, nem imagina o quando a força da minha vida é infinita nesse momento...

Maria Julia Medeiros

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